sábado, março 25, 2006

Um "Giro" de Vespa...


É um dos meus desejos mais profundos...hum..talves já se possa considerar um sonho..viajar sem destino pela europa montado aos comandos de uma vespa...
Confesso que não é um sonho de adolescência, muito menos de criança...este sonho nasceu quando nas ilhas gregas, ao desembarcar dos ferry me transportou à ilha, reparo num grupo de viajantes montados nas suas vespa. Um grupo enorme e muito alegre. Aquele "instantaneo" ficou desde então a vaguear no meu subconsciente , como a imagem "quase perfeita" de um espirito livre que vezes sem conta acredito ser. Imagino-me vezes sem conta a conduzir a minha vespa pela costa da normandia, com o meu casaco castanho á aviador e uma fé inocente no desconhecido e no infinito...
Muitas vezes quando estas imagens de um possivel futuro próximo me vêm á cabeça, o meu lado comodista tipicamente ocidental tenta recalca-las, criando barreiras como o dinheiro para a mota, para a carta, o perigo de viajar sozinho, o facto de não saber nada de mecânica. De facto estas barreiras existem, mas elas só nos influenciam se lhe dermos o valor que elas merecem ou não...
Quero muito viajar idilicamente ao sabor do vento montado na minha vespa nem que seja nos meus sonhos...

domingo, fevereiro 19, 2006

Onde a historia chora lagrimas que o tempo não apaga...

Auschwitz...
Antes de visitar Auschwitz não sabia bem o que iria sentir, o que iria ver, o que me mudaria. Para ser sincero, senti-me estranho. Nunca um local me fez sentir tão calmo e em paz. Tudo em auschwitz nos leva a pensar que a paz que se sente tem um segundo sentido. É incrivel como se pode ouvir o vento atravessar as arvores, a relva encontra-se perfeitamente cuidada...tudo esta numa estranha harmonia.
Todo o museu nos leva para a realidade vivida naquele lugar, é de facto uma paragem indespensavel para viagens à europa de leste.
Recomendo que fiquem Cracóvia e passem uns dias por essa bela cidade polaca. Existem comboios diários para Oswiecim, a cidade onde se situa o campo Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau.
É importante não esquecer ao que o fanatismo e a intolerância levam. Familias desfeitas, vidas maravilhosas ceifadas demasiado cedo, amigos separados, humanidade perdida...

domingo, fevereiro 05, 2006

Companheiro de viagem: Planisfério Pessoal



O meu ultimo companheiro literário foi um livro escrito por Gonçalo Cadilhe, "Planisfério Pessoal". Confesso que quando o comprei, já sabia um pouco o que me esperava, mas a verdade é que transcendeu as minhas expectativas. Trata-se de um compilação ou reunião das crónicas de "Volta ao mundo" escritas para o Expresso, durante uma viagem de 85 semanas, 38 países e 114941 km. Mas que já viajou sabe que os números não valem nada, e as experiências que Gonçalo relata são inspiradoras e acolhedoras.
O que verdadeiramente me surpreendeu no livro foi o facto de não ser apenas o relato da viagem em si apenas, mas igualmente uma reflexão continua do autor sobre os próprios momentos. Confesso que durante algumas alturas da leitura a minha visão chocava um pouco com a de Gonçalo, mas a verdade é que aprendi um pouco com este livro.
Uma viagem que tem de tanto epico como igualmente de pessoal, e que disperta em nós "aspirantes" a viajantes ou viajantes já "formados" o desejo de compreender o que é o mundo fora das nossas quatro paredes...

sábado, janeiro 14, 2006

I refuse to be "another brick in the wall"...



Aceito que certas pessoas não estejam dispostas a privar-se do seu conforto, que outras tenham medo do desconhecido, mas de certa forma nenhum argumento é suficientemente forte para não viver durantes uns dias na nossa vida uma longa viagem.
Para nós jovens, penso que é algo essencial. Fazer um interrail, conhecer outros pontos de vista, ver o mundo de outra perspectiva, contactar com pessoas diferentes ou seja fundamentalmente viver de outra forma, devia ser algo incentivado pela nossa sociedade. A educação academica é indespensavel mas a educação que recebemos com a "escola da vida" é igualmente importante e fundamental. Levando a coisa mais ao extremo, se nunca nos afastarmos de casa, de certa forma nunca conseguiremos dar o verdadeiro ao aconchego do nosso lar, se nunca na vida passarmos por alguma minima privação não conseguiremos dar o verdadeiro valor ao esforço dos outros para garantir a sua sobrevivência.
Garanto que ninguem se vai arrepender desta experiência, e de certo que a forma como viverão o futuro não será igual como viveram o passado...

domingo, janeiro 01, 2006

A vista da minha janela...


A minha janela, sempre foi um dos meus locais de infancia preferidos. Através dela o meu mundo contactava com o mundo lá fora. O tempo (unidade existencial) nunca pará, e produz no mundo mudanças que nem o próprio mundo se apercebe. Através da janela do meu quarto, pude ser um espectador assiduo das pequenas mudanças do mundo e da natureza. Vi chover de mil formas, vi o céu com formas e cores distintas, acordei com o sol vestido de diversas formas, vi crianças a brincarem, assisti a pessoas a beijarem-se, a pessoas a chorarem, em desespero, em felicidade..assisti de tudo e sempre através da minha janela.
Hoje ao fim da tarde, ao anoitecer, a minha janela brindou-me com um céu lindo, uma complexidade de cores que nem a mente mais criativa poderia imaginar ou reproduzir. A escuridão que abraça todos os pequenos promenores da minha vista, e que de um momento para o outro faz sobressair as luzes da encosta ao longe...
Havia algo de perfeito em toda esta harmonia, tão perfeito que me senti instintivamente impelido a partilhar este momento com alguem...

" Quando olhares por uma janela, não te foques no vidro, tenta ver a paisagem..."

sábado, dezembro 31, 2005

Step by step to...the begining of a new adventure...


Neste ultimo dia do ano, não tenciono fazer o balanço do ano. Penso que se o fizesse reduziria todo o ano e as suas maravilhosas experiencias a algumas palavras, esquecendo muitas outras.
Foi um ano maravilhoso, por tudo o que aprendi, por tudo o que viajei, por tudo o que ganhei e perdi. Como viajante, foi o realizar de um sonho, podendo desta forma iniciar também um trajecto de vida, fiz uma longa viagem.
Para o próximo ano apenas, desejo a todos que vivam a vida, não que a sobrevivam, mas que a vivam com fulgor e intensidade.
E claro um ano cheio de desafios e aventuras!

sábado, dezembro 17, 2005

O ultimo adeus...





A nossa viagem de um mês estava na sua recta final, para trás ficaram algumas dezenas de milhares de kilometros, centenas de horas em transportes, cidades magnificas, países que apenas pensavamos visitar em sonhos, muitas amizades expontaneas, muitas sonhos partilhados e principalmente um conhecimento de nós próprios muito verdadeiro.
A melancolia invadia-nos a consciência e a forma de ver o real, sentimo-nos vivos como nunca antes o tinhamos sentido.
Apanhamos o ultimo comboio da viagem, o de madrid para lisboa. Nesse comboio, como durante toda a viagem, a vida surpreendeu-nos e brindou-nos com o seu elemento mais fatalista, o destino. Conhecemos o Brian, a Mary e o Dunke. Três americanos muito interessantes, que nos fizeram mudar a forma como viamos a america e os americanos. Sempre muito divertidos, o que mais me surpreendeu foi a sua abertura para conhecer as nossas perspectivas, a alma sempre pronta para aprender mais. Falamos durante quase toda a viagem, trocamos ideias, desejos, pontos de vista e até os conseguimos fazer gozar com o seu próprio sotaque.
Já quase a chegar a Portugal, perguntaram-nos se não nos sentiamos tristes por estarmos a terminar a nossa viagem. Sentiamos de facto alguma melancolia, mas o facto de estarmos a acabar uma viagem e eles a começarem a deles fez-nos sentir bem. Qual a forma melhor de acabar uma viagem longa, do que partilhar as nossas experiência?
Injectamos de alguma forma neles a nosssa gratidao e alegria pela nossa viagem, e no fim sentimos que conseguimos dar mais brilho aqueles olhos viajantes.
De facto foi a maneira ideal de terminar a nossa viagem, posso dizer orgulhosamente, passamos o testemunho...

domingo, dezembro 11, 2005

Motorcycle Diaries


Este filme retrata fundamentalmente a primeira viagem de Ernesto "Che" Guevara e o seu companheiro Alberto Granado pela america do sul. É introspectivo, mundano e vivo, mas ao mesmo tempo sincero e tocante. Imperdivel...
Este filme marcou-me muito. Vi-o pela primeira vez sozinho no cinema e quando o filme acabou, senti-me tocado como poucos filmes me tocaram. Sentia-me impelido a partilhar este filme com todos, pela magia do seu conteudo, pela sua cor e ambiente, pela sua historia, pela amizade, pela força humana latente.
Como viajante, influenciou-me principalmente na forma como olhar o mundo, de uma forma sincera e honesta, com realidade mas também com paixão.

sábado, dezembro 03, 2005

Por entre a Sé e as tascas...


Devo confessar que poucas cidades na europa, me fascinam como Lisboa. Poderá estar associado ao facto de esta cidade ter sido o meu berço, mas todos os seus becos, escadarias, recantos e jardins fascinam-me compulsivamente. De todos estes elementos que me encantam, existe um que é para mim especial. Trata-se do eletrico de Lisboa. É a minha terapia pessoal, que me revitaliza quando me sinto de alguma forma nostálgico ou triste. Quando tal acontece vou dar uma voltinha de eletrico.
Recomendo a todos vivamente, especialmente de noite. Quando entro num á noite, parece que entro noutra dimensão, as luzes, a madeira a revestir todo o interior, aquela "ginga" nos carris e aquele barulho tipico dos eletricos. O "mitico" 28, que passa na Graça, Martim Moniz e Sé é um autentica aventura entre locais lindissimos, ruas apertadas e tasquinhas á moda da zona da Sé.

"The Snows of Kilimanjaro"



Parece iminente a chegada do ponto sem retorno na destruição do nosso planeta. Um dos exemplos flagrantes deste fenómeno, é o degelo progressivo do cume do Kilimanjaro.
O monte Kilimanjaro fica situado na Tanzania, sendo a montanha mais alta de África (5963 metros). Desde há muito considerada uma montanha sagrada para os nativos daquela área, e a sua beleza unica deve-se ao seu cume brilhante coberto de neve.
Imortalizado na literatura por Ernest Hemingway em "Snows of Kilimanjaro", estima-se que em 2020 o cume da montanha estará sem neve. Este fenómeno terá um impacto gravissimo quer economicamente (estima-se que o turismo diminuirá com o degelo do cume) e ambientalmente (a água do monte abastece as populações circundantes, as quais já sofrem os efeitos da escassez de água).
Como viajantes temos a obrigação de lutar para que o nosso belo planeta não seja continuamente destruido. A nossa forma de estar no mundo, não passa por retirar apenas prazer dos locais em que passamos, mas sim de contribuir de alguma forma, para que a diversidade de tesouros que a Terra partilha comnosco sejam defendidos e protegidos.

Para informações mais detalhas sobre o fenómeno do degelo do cume do Kilimanjaro visitem,
(http://earthobservatory.nasa.gov/Newsroom/NewImages/images.php3?img_id=10856).

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Quando o Sol se põe em santorini...


Tenho de ser sincero,até descobrir a noite mágica de santorini, o meu ideal de noite mágica era a praia de santa cruz, com um passeio á beira-mar, ou simplesmente uma contemplação sonora daquela melodia natural, o mar. A noite de santorini é mágica, não apenas pelos seus recantos iluminados quase sempre graças a luz de velas, mas também por todos os promenores que nos encantam. Desde a rapariga que fazia retratos que pareciam fotos,até ao maravilhoso bolo de chocolate que eu e o alvaro provamos, tudo estava segundo uma ordem misteriosa e bela.
Realmente, segundo alguma fonte que ainda não consegui confirmar, Santorini é dos locais do mundo onde se fazem mais propostas de casamento. De facto é o ambiente ideal, para um casal apaixonado viver momentos unicos, tudo parece estar em harmonia.
Santorini guardo muitas outras recordações, mas de facto é das melhores que guardei da viagem toda...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Golpe de sorte?


As viagens são feitas de momentos como este...
Eu e o meu companheiro e amigo de viagem Alvaro, tinhamos saido do parque de campismo de Santorini (que em breve terá um post inteiramente dedicado a ela). Para quem nunca ouviu falar, Santorini é um belissima ilha grega, uma das mais a sul, já junto de Creta.
Estavam cerca de 40º e o ar abafado, partimos do parque de campismo até á estação de autocarros para irmos apanhar o barco de volta para Atenas. Como ironia do destino, e como se a ilha não nos quisesse deixar ir, não havia camionetas aquela hora para o porto e a fila para
apanhar o taxi era enorme e desanimadora...e só faltava 1 hora! Conhecemos naquele momento de espera, outro viajante, o Niccola, um aventureiro de milão que também ia embarcar no mesmo barco. A sua historia de viagem era no minimo inspiradora. Ela fora viajar durante um mês pelas ilhas gregas com a sua namorada, tinham-se zangado nos primeiros dias e desde então continuou, porém ela tinha ficado com a tenda...
Enquanto desesperavamos os três, os minutos passavam...e nem um taxi passava...
Foi então quando me lembrei de escrever num papel ( o da foto, um verdadeiro sobrevivente da nossa viagem), a direcção do nosso destino para que alguem nos oferecesse boleia. Ofereciamos 5 euros por cada pessoa, para alguém que nos levasse ao porto. Passado alguns minutos, parou um fiat seiscento amarelo, daqueles muito pequenos, onde dois gregos simpáticos nos ofereceram a tão desejada boleia...
Atafulhado até o tecto com malas e pessoal...lá nos levaram até ao porto..e para nossa surpresa não nos levaram dinheiro nenhum. Quando lhes oferecia o dinheiro, rejeitaram e disseram que como paga fizessemos o mesmo um dia por alguém...
É esta estranha irmandade que todos os viajantes partilham e que torna a experiência de viajar tão inesquécivel..
Os mais cepticos podem achar que tivemos apenas um golpe de sorte..eu acho que não foi só isso...

sexta-feira, novembro 18, 2005

A bussola que me leva...


Existem momentos que sinto que quero ir. Para onde? Pergunta-se a minha consciência. E a verdade é que nem eu sei. Sinto que quero dar uma oportunidade a mim próprio de viver outra vida, sob outra perspectiva. Parece que vivo nesta realidade à tempo demais. A verdade é que todos queremos viver vidas esplendorosas, ricas em aventuras e vivências inesqueciveis, mas também certamente é verdadeque apenas poucos são aqueles que as procuram.
Embora o choro de uma criança, o cheiro de terra molhada é igual quer aqui quer na china, é na forma como sentirei todas essas sensações que residirá a diferença. E é essa diferença que procuro avidamente...e com todas as minhas forças.
Penso bastante que no fim da vida, não terei nada de material para deixar aos meus filhos, mas aquilo que lhe posso dar com mais valor não é formado por atomos, mas sim de amor e ideais!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Destino...

"Destino"

"Irmão navegante,
a sereia que procuras - teu destino,
um dia,
saída em choro do teu sangue,
podes tê-la
música na onda em que ressurja o brilho do luar
e onde na água do escuro haja uma estrela!"

Edmundo Bettencourt


Este poema, sobre o destino chegou ás mãos de um amigo meu, o Mário, que o partilhou comigo.

segunda-feira, novembro 14, 2005

O Meu amigo iraniano...


Era mais um noite do nosso interrail, eu e o meu companheiro Alvaro vinhamos de Katowice, Polónia e dirigiamo-nos para Berlim num comboio europeu nocturno. Do nosso compartimento, só uma das camas de cima se encontrava vaga. Faltava pouco para a meia noite, quando um rapaz um pouco perdido entrou no nosso compartimento. Disse-lhe que só a cama de cima se encontrava vaga. De um boa noite em inglês, começou uma conversa muito interessante. Tratava-se de um rapaz iraniano. Para ser franco, não sabia o que perguntar e como o misticismo ,que todos nós (ocientais) temos face a pessoas daquelas paragens, era muito grande, senti da minha parte pouco á vontade.
Porém a simpatia e a humildade que ele demonstrou quebrou qualquer gelo. Conversamos durante algum tempo, descobri que apesar de iraniano era cristão, que senti que havia alguma intolerância religiosa no seu pais face ao seu cristianismo. Em tudo isto descobri fantasticas coisas, que só a viajar se descobre, e que me enriqueceram de maneiras que nenhum livro me poderia ensinar. Com curiosidade, ele revelou-me que no Irão adoram portugueses, facto que indubitavelmente se relaciona com o Luis Figo. É interessante apercebemo-nos que a apesar das diferenças culturais ainda existe algo bastante forte que nos unia, a nossa humanidade. E fundamentalmente apesar de todas as diferenças que possam existir, a nossa humanidade quebra-as, pelo menos é a forma que quero acreditar que seja.
Na volatilidade do destino, o que depressa nos aproximou, depressa nos afastou, na entrada na alemanha, o serviço fronteiriços que viram os nossos passaportes, descobriram alguma irregularidade no seu e levaram-no com o consentimento dele.
Nunca soube o seu nome, mas quero-me lembrar dele como o meu amigo iraniano com o sorriso mais humilde que ja vi.

sábado, novembro 12, 2005

Quando o passado fica para trás...


Quando as cidades ficam para trás, cria-se um misto de nostalgia e de esperança. Nostalgia, pelos momentos que vivemos e as pessoas que por momentos caminharam paralelamente a nós, esperança pelo desejo que o futuro transcenda o passado...
No fim da viagem, a agenda de contactos está cheia, tantas pessoas que se cruzaram, olhares que se trocaram-me, histórias que ficaram por contar...
Quando falamos com alguém pela primeira vez, não importa muito a história da nossa vida, os nossos grandiosos feitos, nem o que ganhámos ou perdemos, interessa verdadeiramente o que somos, aquilo que nos torna unicos e singulares...

O que é viajar?


Realmente o que é viajar?
Não sei responder a esta questão.
Tenho procurado muito em todos os cantos, em todos as estradas por onde passo. Porém existe sempre algo de mistico que me afasta da resposta ou do objectivo inicial e me lança pelas páginas brancas do destino. É maravilhosa a sensação de vermos algo de novo, a sensação de que há muito por se descobrir a cada passo que damos. Observamos maravilhados com o que o mundo nos reservou.
Tenho a felicidade de encarar cada dia como uma viagem, e viajar para mim é a forma de viver...