sábado, outubro 11, 2008

A mais bela onda conhecida


Depois de um bela sessão de surf, lanço-me a estrada na ideia de voltar a casa. Com uma energia bastante positiva dentro de mim que me contagia, decido num golpe de sorte arriscar uma vista das ondas na areia branca. Ao chegar, sinto-me esmagado pela beleza das ondas, dignas de qualquer revista de surf ou até capa de National Geographic. No horizonte desenhavam-se linhas de ondulação, certinhas, tão certas que pareciam bailarinas sincronizadas. Antes de rebentar mostravam todas as suas formas, numa onda que tinha tanto de esplendor como de tirania. A sua força era implacavel e apenas os mais destemidos surfavam nela. Uma onda linda, comprida, tubular, de agua azul...

domingo, outubro 05, 2008

Perfeito...simplesmente perfeito

E subitamente o verão voltou na minha mente, e um sorriso simples e intenso instalou-se para o resto do dia...

terça-feira, setembro 02, 2008

A balada da estrada

Lancei-me à estrada com um companheiro em busca de ondas. Das melhores ondas da costa alentejana. Errei na equação, pois o resultado foi diferente. De ondas encontrei bastantes e boas, muitas vezes demasiado tenazes para a minha experiência. Da vida encontrei tudo, principalmente o lado selvagem. Encontrei a arte do improviso, o sabor da simplicidade de nada ter, o vento que acompanha os aventureiros da estrada. Re-encontrei paz e força para um novo ciclo.

Na estrada, facilmente sucumbimos a tentação de voltar para casa. Para os braços da nossa familia, para a comida quente, para uma cama grande e confortavel, para a eletricidade e àgua canalizada. Ai reside a eterna diferença entre o viajante e o turista. O viajante nunca deseja voltar a casa. Na estrada, libertamos a mente, os problemas, as dores e as perdas. Se assim for, estaremos preparados para uma vida diferente ao voltar a casa. Nos nossos olhos correrá esperança e calma, e nas nossas veias correrá vida e juventude.
E no fim, percebo que o surf foi apenas um pretexto.

(São Torpes em miniatura)

( Algures entre o céu e o inferno)


(Companheiros de ondas e vida)

(Odeceixe)

(" Los Locos" de Milfontes)

domingo, agosto 31, 2008





Que estranha obsessão que nos impele a sairmos do conforto da nossa cama numa manha enevoada e sorrir. Que estranha obsessão que nos leva a abraçarmos o frio, o medo e a natureza de mente aberta. É mais do que um alimento, é um sonho em realidade sob a forma de um movimento. É simples, mas não o consigo descrever com palavras, apenas com um olhar vago e um sorriso. É breve, sempre breve mas carrego-o comigo sempre que não estou no mar. Fecho os olhos e ainda sinto o seu embalo, ainda o sinto no corpo cansado, nos pés feridos e no orgulho enobrecido. Faz-me sentir o mais simples nomada. Faz-me viver.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Sunset without cocktails


Há muito que não escrevo para o blog, depois de uma aventura pelo jornal Mundo Universitário, muito trabalho e uma pausa sabatica, volto ao lugar que apelido de "casa".

Amanhã parto de novo para a estrada. Como destino tenho apenas o Surf, surfar sem olhar para o relógio, surfar sem saber como vai ser o amanhã, surfar e apenas surfar. É algo que há muito que desejo viver e respirar apenas surfar por uns tempos, abstrair-me das rotinas, dos nervosismos, das obrigações, responsabilidades e tudo o que me envelhece a alma e entristece os meus dias. Amanhã parto, mas com o desejo de apenas nunca voltar.

sexta-feira, maio 16, 2008

O céu ameaçava, o frio sentia-se e a vontade era pouca. Surf num domingo à tarde abraçado de nuvens não era o mais convidativo para o comum dos mortais. Mas entre amigos e vontade de surfarmos juntos, decidimos e fomos sentir umas ondas.

Gosto de sentir e acreditar que o surf é uma forma de lavar a alma, de deixar fluir todas as questões negativas da nossa vida. A cada Take-Off fintamos a rotina, a tristeza, as desilusões e abraçamos o inesperado que daí pode surgir. Nesse domingo foi o que aconteceu, com as primeiras ondas, a mente ficou mais clara, o frio tornou-se um falso profeta e tudo ficou mais simples. A atitude apreensiva pendente no olhar foi substituida por um sorriso simples, constante e profunda.

sábado, abril 19, 2008

Obrigado Sir Edmund Hillary




À cerca de um mês quando navegava na net, deparei-me como uma noticia triste. Relatava a morte de Sir Edmund Hillary. Foi conjuntamente com Tenzing Norgay, o primeiro homem a alcançar a 29 de Maio de 1958, o cume do Everest, a montanha sagrada. Sir Edmund no entanto não ficou apenas conhecido pelos seus feitos bravos no montanhismo, mas igualmente pela sua generosidade e energia na ajuda do povo Sherpa, o povo que subsiste na região dos himalaias, edificando escolas e recolhendo fundos para que estes possam ter melhores condições de vida. Este homem de uma humildade fascinante, rapidamente compreendeu que a fama que alcançou ao alcançar o topo da mitica montanha devia ser retribuida. Tenho a certeza que num mundo distante Sir Edmund Hillary partiu em paz, onde num mundo longiquo se ira juntar de novo ao seu comnpanheiro Tenzing.

domingo, fevereiro 24, 2008

O mundo lá fora e o mundo cá dentro


Nos ultimos meses tenho reflectido a fundo sobre o meu futuro. Bem reflectir sobre o futuro, é uma expressão muito forte, uma vez que embora pense no futuro proximo que é o fim do meu curso também é verdade que tento activamente recalcar esses pensamentos, numa atitude perfeitamente aceitadora do "que vier". Desta forma, parece que caminho para um fim de um ciclo daqui a 1 ano e meio, fim esse que será seguido de grandes decisões. Por um lado, a sociedade empurra-me para a fixação, encontrar uma casa, um trabalho, um sustento. No entanto algo no meu coração, vou confiar que seja no coração, empurra a minha mente para a liberdade, para a libertação do ser. Encontrei ha pouco tempo, no filme de Sean Penn "Into the Wild", um pouco desse sabor de liberdade que frequentemente sinto na minha vida mas que nunca lhe tinha atribuido significado. Desde então questiono-me se será possivel viver a vida que quero levar, caminhando activamente todos os dias, vivendo a vida com intensidade. Para isso sempre acreditei na minha escrita como possivel fonte de semi-sobrevivência, mas a verdade é que tarde em chegar uma opurtunidade para alcançar essa etapa. No entanto e sempre no fim de cada momento de reflexão, sinto o medo do desconhecido. Não o desconhecido à partida ou durante a viagem, mas sim à chegada. O medo de tudo desconhecer o que outrora amei, voltar a casa e apenas sentir o frio das paredes sozinhas. A verdade é que enquanto vou e vivo, o mundo que cá deixarei não para como uma cassete que deixamos em pausa. Falta então perceber em qual dos mundos quero viver, o mundo lá fora ou o mundo cá dentro...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

"Nunca o Everest esteve tão perto.."



Enquanto fechava os olhos numa sala fria e cheia de desconhecido, cheio de esperanças que o futuro não traga limitações, que a dor seja suportavel, uma frase vinha-me à mente, "nunca o everest esteve tão perto". E realmente tinha razão...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

E o mundo aqui ao pé tão longe...


É facil pensar e escrever que as pessoas deviam viajar mais, sair mais das conchas do dia-a-dia, conhecer o mundo, calcorrear montanhas, viver sonhos e provar comida dos cinco continentes. É facil e tentador escrever sobre isso, mas num passo de exercicio mental não muito exigente encontramos argumentos que destroiem facilmente este ideal. Viajar envolve custos, e hoje em dia no nosso país, poupar dinheiro para viajar apresenta-se cada vez mais uma tarefa só por si heroica.

Dos paises que visitei com frequência encontrava-me com outros viajantes e na troca de experiências, rapidamente me apercebi que eram quase exclusivamente pessoas de paises considerados ricos que viajam. Dos portugues, raro foi aquele que conheci que não estava a viajar com um passe interrail no bolso.

Na era "low cost" é muito facil imaginar viagens a capitais distantes, passar fins de semana a lugares diferentes, no entanto tão depressa se forma o desejo como este se esbarra com a evidente dificuldade economica. Infelizmente mesmo com um voo low cost, a estadia e a visita raramente fica a menos 500 € de distância, e sabemos tão bem quanto dificil é juntar este dinheiro. Para além disso, enquanto realizamos este esforço a poupar, somos bombardeados com publicidade aliciante, entre computadores novos, plasmas, playstations, etc.

Se juntarmos o cansaço acumulado de anos a levantar cedo e trabalhar, a equação termina sempre no desejo de passar umas férias calmas e relaxantes com praia de preferência e rapidamente enverdamos por pacotes de férias no Brasil, ou em qualquer outro resort com piscinas e tequilas.

Sinceramente, compreendo bem este dilema todo, e por isso decidi não escrever por agora um post sobre a necessidade de viajar mais e conhecer o mundo.

domingo, dezembro 16, 2007


Sento-me frente ao computador para escrever mais uma aventura. Num passo introspectivo relembro muitos lugares maravilhosos que tive a honra de conhecer neste verão, mas senti que necessitava de escrever sobre o dia-a-dia. Estou a recuperar de uma cirurgia ao joelho, por isso actualmente viajo pelos contos de Gabriel Garcia Marquez, pela Lisboa nostalgica que Mariza apregoa e por muitos filmes em atraso que devia a mim próprio. Há muito tempo que não sentia tempo para fechar os olhos em tranquilidade, para olhar para um livro com um olhar apaixonado e entregar-me a ele com as minhas mãos e com a minha mente. Caminho com a ajuda de duas canadianas, mas a minha mente continua a viajar com o vento para lugares onde ainda não fui. Por isso até já liberdade...

quarta-feira, outubro 31, 2007

À espera da onda perfeita...


Uma lesão num joelho atirou-me para uns meses de inactividade fisica. A verdade é que para mim é como uma prisão, uma vez que o desporto é uma forma de estar mais perto do Olimpo. Mas de tudo, o que mais sinto falta, é de um desporto pelo qual me apaixonei recentemente, o Surf. Nunca pensei sentir tanto a falta de um desporto que pratico mal, muito mal!
Mas a verdade é que sinto falta do cheiro do mar no meu corpo ao fim do dia, sinto falta da sensação de ondulação que fica depois de um dia de surf e que nos acompanha mesmo quando nos deitamos e fechamos os olhos, sinto falta da intermitente água que me sai do nariz durante o resto da semana sempre que me baixo, sinto falta da água salgada que me faz ter uma sede desgraçada após uma surfada...
Agora limito-me a sentar-me no paredão a admirar, como se estivesse preso. Muito frequentemente durante o dia, toda esta saudade me assola, e quando tal acontece gosto de pensar que estou apenas a esperar uma onda...

sábado, outubro 13, 2007

Stonehaven... in a snap shot


1 - Os campos de trigo onde nos podemos "perder"





2 - A jogar golf em um dos oasis de relva da praia de seixos junto do castelo de Stonehaven




3 - A imagem fala por si...



4 -O castelo de Stonehaven, onde consta que Sir William Wallace numa armadilha aviou 40 soldados ingleses.



Stonehaven... onde o céu e a terra são um só









Existe uma pequena vila na Escócia, em que o céu e a terra se fundem. O seu nome é Stonehaven, mas poderia muito bem ser stoneheaven, no sentido que o seu castelo, a sua baía e os campos de trigos ao seu redor nos transportam para um mundo mágico.

Fica situada a cerca de 20/30 km de Aberdeen na costa este da Escócia, esta vila de gente de uma amabilidade só comparada com o mais tradiconal dos portugueses. Em tudo a estadia nesta vila foi magnifico, a paisagem, a pastelaria que visitavamos diariamente, a simpatia intrinseca dos escoceses, as dezenas de coelhos que povoavam o parque campismo de noite, os lindos campos de trigo, o castelo, a praia de seixos. Um lugar magico a ser visitado, talves um pouco como toda a Escócia.



sábado, outubro 06, 2007


Os dias que passei na Escócia já no fim do meu interrail, ajudaram a solidificar a relação de amor que tenho com a natureza. Depois de um mês em viagem quase sempre por grandes metropoles, visitar este país (sim, país! porque na sua essência os escoceses são independentes) foi uma conciliação com o a simplicidade que a natureza nos oferece a cada momento. Foi cerca de uma semana que superou todas as expectativas em relação áquele paraíso. Assim, os seguintes post relataram o tempo que passei na Escócia, partilhando fotografias e ideias para as vossas viagens.
Se já tiveram também na Escócia sintam-se livres para partilhar igualmente experiências ou fotografias, quer por comentário, quer por e-mail.

terça-feira, setembro 25, 2007

Carta ao viajante anónimo

Confesso que me sinto desiludido comigo próprio, no sentido que não tenho dado a este blog e aos seus leitores o devido respeito e os posts que mereciam. A verdade é que escrever, como viajar são para a minha forma de libertação do dia-a-dia, das rotinas, dos dias cansativos, são a minha energia motivadora de vida. No entanto, ultimamente não tenho conseguido produzir tanto em termos de escrita como desejava, como ansiava e idealizava. Por alguma motivo sentia-me perdido, sem inspiração e mesmo quando no ultimo verão fiz uma grande viagem pela a europa (pelo qual tanto lutei), a escrita não me fluia como no passado.
Pensei várias vezes em continuar ou não com este blog, que é para mim uma forma de transmitir um pouco do mundo que anda junto de nós, mas que muitas vezes não lhe damos o devido valor. Assim, depois de uma reflexão honesta, decidi que tenho de continuar com este projecto, prometendo a mim próprio mais post, nomeadamente da ultima aventura que me levou para lugares tão diferentes como a Grécia, a Túrquia, Dinamarca, Noruega, Escócia entre outros lugares distintos e únicos.
Por tanto, vou deixar que o destino me leve a mim e à escrita para artigos desconhecidos.
Obrigado

quarta-feira, setembro 05, 2007


Pedem-me com frequência para evocar a cidade mais bonita que visitei, sinceramente vêm-me sempre a mesma cidade á cabeça, Roma. Para mim Roma é tudo, grandiosa, sumptuosa, deliciosa nos seus recantos. É a cidade perfeita para nos deixarmos apaixonar pela vida, o local ideal para junto do rio a noite beber um copo de vinho a dois, para conviver com a história. Em Roma a história faz parte do quotidiano da cidade, temos de tudo em tao grande escala, se por um lado temos o Coliseu, por outro o Forúm Romano, o Vaticano, o Panteão, etc.. para não falar no facto de que em cada rua existe uma ou mais igrejas lindas.

Eventualmente é também uma cidade povoada de turistas, confusa, com transito demoniaco, cara (se não aprendermos rapidamente a regatear os preços), mas contactar com tudo o que ainda resta do coração do império romano, para não falar nos monumentos relacionados com outros epocas históricas, para mim vale por tudo. Sem duvida a cereja em cima de qualquer bolo...